Todos nós temos problemas. Alguns mais, outros menos, mas não existe uma vida sequer, isenta de problemas.

Há alguns anos, me deparei com a seguinte pergunta, pensando comigo mesma:

“De todos os problemas reais que você passou nos últimos tempos, em quantos deles a sua boca estava envolvida?”

Fiquei em choque. Minha boca estava envolvida EM TODOS os problemas recentes da minha vida. E o pior: cada vez que eu tentava consertá-los com mais palavras, os problemas eram agravados.

Percebi que a solução para a maioria dos meus problemas estava bem debaixo do meu nariz! Se eu pudesse domar a minha boca, controlar meus impulsos, falar menos, pensar mais antes de falar, muitos problemas seriam evitados. Isto era, e continua sendo um fato.

Notei que, tanto eu como muitas pessoas com as quais eu convivo, mesmo falando de um Deus de amor, de um Deus de verdade, de um Deus sério, manso, de um Deus compromissado com o que diz, na prática caímos rotineiramente em laços feitos pela nossa própria boca.

A Palavra somente confirmou a minha constatação:

“A boca do tolo é a sua própria destruição, e os seus lábios um laço para a sua alma.” (Pv 18.7)

De fato, nos destruímos pelas nossas próprias palavras. Destruímos projetos, relacionamentos, pessoas, pela simples má utilização desse instrumento que Deus nos deu, não para destruição, mas para edificar e semear vida.

Tenho me sentido desafiada a domar minha língua, mas sei que é um processo de refinamento, sem data para acabar. No entanto, consegui identificar os tipos de laços mais comuns que prendem as vidas, e a partir daí tornou-se mais fácil ficar a atenta e cair neles cada vez menos.

Para minha surpresa, descobri que alguns “laços de marinheiro” usados em barcos, ilustram perfeitamente os laços que a boca tola produzem! A partir destes laços fui inspirada a falar sobre a cada situação de pecado atrelada às nossas palavras.

Talvez sua vida esteja tão cheia destes laços, que você nem saiba por onde começar a desfazer este novelo. Não desanime! Abra seu coração e peça a Deus sinceridade, para que na medida em que você lê, seja capaz de reconhecer os laços que produziu. Ao descobrir suas transgressões, você dará o primeiro passo para abandoná-las.

“O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.”    (Pv 28.13)

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